Grupos
O ser humano faz parte de grupos a partir de seu nascimento, seja na família, na sociedade em que vive, em comunidades religiosas, na escola, no trabalho e etc..
Em cada um destes grupos exercemos papeis diferentes e com estes papeis vem as responsabilidades e comportamentos esperados do participante. No trabalho podemos exercer o papel de gestor e que nos exige clareza na determinação dos papeis daqueles que fazem parte do nosso grupo para que todos saibam exatamente quais são suas tarefas, o comportamento esperado, e a aceitação de seu papel, tudo isso para evitar possíveis conflitos.
Cada grupo é regido por normas de características formais e outras informais, que dão padrão ao grupo. Podem ser normas de desempenho ou produtividade esperada do grupo, normas positivas que influenciam os comportamentos. As normas são geralmente muito arraigadas sendo e para que haja mudança é necessária a participação e compreensão do porque das mudanças para que o grupo as aceite e efetive.
Assim como as mudanças as tomadas de decisão no grupo são difíceis e demoradas, pois todos têm suas opiniões e alguns têm maior poder de persuasão, fazendo com suas posições sejam sempre as mais notadas. As vantagens da tomada de decisão em grupo são: o maior número de idéias a serem consideradas e a divisão da responsabilidade.
BREVE DESCRIÇÃO SOBRE PROCESSOS GRUPAIS
Como participantes de um grupo inevitavelmente sofremos influencia e controle das normas deste. Como a família que proporcionará o aprendizado necessário para o ingresso em outros grupos, o indivíduos vai absorvendo os comportamentos de seus grupos fundamentais para sua formação psíquica.
As instituições são formadoras de hábitos padronizados e habituais que formam o alicerce da ordem social. São instituições, o casamento, a família, a faculdade, a religião, etc.. Normalmente as instituições não colocam suas normas de forma explícita ou formal, o que pode causar conflitos.
Já as organizações são reproduções das instituições, com a diferença que formaliza suas normas de forma clara e objetiva, como horários de chegada e saída dos funcionários, uso de uniformes e etc..
Os grupos são um conjunto de pessoas com objetivos específicos, com relação mútua e organizada. Este processo pode ser caracterizado por relações equilibradas de poder ou apresentar um líder ou subgrupo liderante que regula as ações do grupo. Os conflitos são parte do processo grupal, principalmente pela divergência de opiniões e idéias, mas este fato não gera, necessariamente, a dissolução do grupo é apenas um estágio de seu crescimento.
Temos como processos grupais a coesão, ou pressão exercida para que o indivíduo permaneça no grupo; a cooperação, que é a ação conjunta dos integrantes do grupo em direção ao objetivo; a formação de normas necessárias para o funcionamento do grupo; e a liderança, que poderá ser autocrítica quando extremamente centralizadora; democrática quando o líder representa a vontade dos liderados ; e permissiva quando o líder permite que todos possam agir de acordo com sua vontade. Outro processo grupal é o Status, traduzido como prestígio do indivíduo dentro do grupo. O status subjetivo, sendo a visão do indivíduo sobre seu status no grupo e o status social, aquele que o grupo lhe confere. Temos ainda o papel social, ou seja, os diversos papéis que o indivíduo exerce em cada grupo, agindo como esperado segundo as normas de cada um deles.
CONFLITO E NEGOCIAÇÃO
Viver e estar em conflito, pois todo o dia nos deparamos com decisões a tomar que nos deixam em conflito. O conflito contribui para nosso crescimento a medida que nos motiva em busca do conhecimento para a sua solução. Para que exista conflito nos grupos, é necessária a sua percepção entre as partes envolvidas, assim como uma incompatibilidade ou discordância surgida de sua interação. Sendo assim conflito é um processo iniciado quando da percepção de um parte, de que a ação da outra parte, poderá lhe causar algum prejuízo ou quando percebem que suas idéias diferem. Para a perspectiva tradicional, o conflito era considerado danoso e devia ser evitados a todo o custo. Na teoria das relações humanas os conflitos são definidos como parte da natureza humana e podem ser positivos para desenvolver o crescimento de um grupo. Atualmente, com a perspectiva interacionista, o conflito é algo não só positivo como necessário para o desempenho eficaz do grupo. Então os conflitos não são bons ou ruins, mas sim funcionais ou disfuncionais. Os funcionais ajudam o grupo a melhorar seu desempenho, enquanto os disfuncionais atrapalham seu desempenho. Geralmente os conflitos disfuncionais são de relacionamento e podem resultar na não realização das tarefas organizacionais. Os conflitos de tarefa são relacionados ao conteúdo e aos objetivos do trabalho, deles podem surgir novas idéias levando a resultados inesperados e criativos. Já o conflito de processo diz respeito à forma como é realizado o trabalho, podendo gerar confusão quanto ao papel de cada participante do grupo na realização deste trabalho.
O processo de conflito possui cinco estágios:
1) Oposição potencial ou incompatibilidade;
2) Cognição e personalização;
3) Intenções;
4) Comportamento;
5) Consequências.
GESTÃO DE CONFLITOS
Como os conflitos são inerentes ao ser humano, a melhor maneira de lidar com eles é gerenciá-los.
Para isto podem ser usadas formas empíricas ou procedimentos já testados, que ajudam na gestão de conflitos. Temos alguns deles, que servem como ponto de referência dependendo da cultura da empresa, ciclos de vida de produtos, da empresa e das pessoas envolvidas, estilos de liderança entre outras variáveis que fazem parte das situações de conflito.
Alguns destes procedimentos são:
Verificar os fatos, o histórico das pessoas envolvidas, as pressões de trabalho fora do comum, a sazonalidade de produtos, o estágio das equipes, para evitar injustiças.
Identificar os fatores geradores de conflitos, como o etnocentrismo ou a não aceitação de culturas que não a sua; o ouso impróprio de causas gerenciais; percepções diferentes da mesma realidade; erros de comunicação.
Identificação dos tipos de pessoas que compões os grupos, como:
O pensador; o organizador; o realizador; o que veste a camisa; o controlador; o analisador.
Identificar os tipos de comportamento: passivo, agressivo; passivo/agressivo; assertivo.
Para melhor avaliar as equipes utilizam-se os seguintes fatores: produtividade, empatia, regras e objetivos, flexibilidade, objetividade, reconhecimento e moral da equipe.
Para minimizar o impacto de uma situação de conflito usamos dez ferramentas que desenvolvem a crítica construtiva:
1) Analisar a situação;
2) Determinar os efeitos e objetivos;
3) Ajustar-se à perceptividade;
4) Criar ambiente propício;
5) Comunicar-se efetivamente;
6) Descrever o comportamento que deseja mudar;
7) Descrever o comportamento desejado;
8) Procurar soluções conjuntamente;
9) Concentrar-se naquilo que acha bom;
10) Chegar a um acordo.
O nível de gravidade do conflito pode ser denominado como:
Conflito percebido ou latente; conflito experienciado ou velado e conflito manifestado ou aberto.
Existem cinco estilos de administração de conflito, o estilo de evitação ou fuga; estilo de acomodação; estilo competitivo; estilo de compromisso e estilo de colaboração.
A melhor maneira de evitar conflitos é propiciando um bom ambiente de trabalho, com estímulo a criatividade, valorização dos funcionários e bons produtos, tornando que a organização competitiva e rentável.