sábado, 6 de novembro de 2010

Unidades 3 e 4



Unidade 3

MOTIVAÇÃO – Conceito e Teorias


        Um das definições sobre motivação mais usuais é a de que motivação é a direção, a intensidade e a persistência do esforço.
Sendo que a direção do esforço é o quanto o indivíduo é atraído por certa situação; a intensidade do esforço é quantidade de esforço que ele empreende para alcançar seu objetivo e a persistência é a medida de quanto tempo a pessoa consegue manter o foco no seu objetivo até atingi-lo.
         As teorias da motivação mais difundidas são:
- A Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow que, resumidamente, diz que os indivíduos perseguem a satisfação de suas necessidades primárias ou necessidades físicas básicas, supridas estas, vai em  busca de suas necessidades secundárias ou necessidades sociais e psicológicas. Maslow subdividiu as necessidades hierarquicamente em cinco níveis, na base da pirâmide vem as necessidades fisiológicas como comida, água, sexo, sono, excreção; logo acima as necessidades de segurança do corpo, como moradia, emprego, etc.; depois as necessidades de relacionamento representadas pela família, amizades, etc.; a quarta fase relaciona-se com a estima, como a auto-estima, respeito dos outros e aos outros, conquista; e no topo vem as necessidades de realização pessoal com a moralidade, criatividade, aceitação dos fatos, solução de problemas.
- Teoria X e Y, proposta por McGregor, basea-se na existência de duas visões do homem que moldam o comportamento dos funcionários:
 uma basicamente negativa, a teoria Y, em que os trabalhadores não gostam de trabalhar por sua natureza própria, precisam ser coagidos e controlados, evitam responsabilidades, mostram pouca ambição.
 e outra basicamente positiva, a teoria X, ao contrário parte da premissa de que os funcionários tratam o trabalho como algo natural como outra atividade qualquer, demonstram auto-orientação e autocontrole, comprometimento, buscam responsabilidades, tomam decisões inovadoras.
- A Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, teoria específica para as situações de trabalho. Segundo Herzberg a motivação vem de dois fatores que são os fatores motivacionais, de conforto e manutenção, e os fatores de higiene ou de desconforto.
As necessidades higiênicas ou extrínsecas não estão sob o controle do indivíduo, vem do ambiente e condições dentro das quais realizam seu trabalho. Como por exemplo, salários, clima organizacional, regulamentos internos entre outros.
As necessidades motivadoras estão relacionadas aquilo que o indivíduo realiza e lhe traz satisfação resultando em motivação.
-  Teoria das Necessidades de McClelland, tem como enfoque as necessidades de realização, busca da excelência; poder, dominação e influ~encia para levar aos outros a agirem como se quer; e associação, um necessidade social, busca de relacionamentos, companheirismo e amizades.
MOTIVAÇÃO – Mitos Crenças e Mal-Entendidos.
        O estudo da motivação procura explicar por que as pessoas não fazem as mesmas coisas pelas mesmas razões, o que não é tarefa fácil.
         As diferenças de vivências de cada ser humano vão levar a cada um motivar-se por motivos também diferentes, portanto não há uma fórmula mágica que motivará a todos. Cada ser humano é único, tentar conhecer melhor o outro é um grande avanço em direção ao que possa motivá-lo. O que nos leva a concluir que em uma grande empresa, por exemplo, não será viável conhecer a todos de forma individual, então serão necessários programas motivacionais que atinjam o maior número de pessoas possíveis em cada nível empresarial. Deverão atender necessidades intrínsecas e extrínsecas para dar algum tipo de continuidade à motivação, já que o ser humano nunca estará completamente satisfeito, quando satisfaz uma necessidade logo estará em busca da satisfação de outra.

PERCEPÇÃO
A percepção age como um filtro das informações que nos chegam das mais variadas fontes. Este filtro nos dá a nossa visão de mundo de acordo com nossas vivências, experiências e personalidade. Nossa percepção nos indica a maneira como devemos agir em cada situação. Todos temos formados em nossa memória estereótipos e protótipos que causam as distorções perceptivas, assim como o feito Halo, a percepção seletiva, o efeito contraste e a projeção e expectação.

TEORIA DA ATRIBUIÇÃO
         A teoria da Atribuição ajuda a entender as causas de um determinado evento, avaliar a responsabilidade do evento e avaliar as qualidades pessoais dos envolvidos no evento.
         Os eventos têm causas internas ou externas, sendo que as internas estariam sob controle do indivíduo e as causas externas não. Para sabermos se um evento teve causa interna ou externa, usamos a distinção, o consenso e a consciência.
A distinção nos dá a relação de consciência do indivíduo em relação a seu comportamento em diversos eventos, se ele tem noção do efeito de seu comportamento.  O consenso leva em conta a probabilidade de ele reagir da mesma forma em situações semelhantes. A consciência leva analisa a constância das reações do indivíduo ao logo do tempo atribuindo a incidentes isolados causas externas e às reincidências, fatores internos.
         Existe uma grande tendência das pessoas atribuírem aos fatores externos seus fracassos e a seus sucessos, fatores internos.



Unidade 4


 Subjetividade


     Subjetividade é aquilo que internalizamos, o modo como entendemos o ambiente em que vivemos de maneira própria e única formando nosso eu. Externamos nossa subjetividade através da comunicação, de nossos pensamentos, condutas, ações e emoções.
     As organizações de hoje valorizam além da objetividade a subjetividade dos sujeitos que as compõe, esta subjetividade trás consigo características pessoais, experiências culturais e sociais permitindo a participação ativa e singular o indivíduo nos processos organizacionais. O impacto de cada eu singular dá condições a organização de criar diferenciais competitivos que permitem sua permanência no mercado.



Comunicação e Subjetividade nas Organizações
A princípio o artigo sugere que a subjetividade do trabalhador pode ser totalmente manipulada, como se este não fosse um ser inteligente, com vontade própria e ainda, não tivesse nenhum proveito ou prazer no trabalho que realiza. Se assim fosse não seriam humanos e sim robôs, que não interagem com o ambiente, não têm sentimentos. Posteriormente mostra que, ao contrário, o homem é um ser social e interfere em seu meio, também ele manipulando, articulando e modificando o mundo em que vive, não somente no trabalho.
            Os trabalhadores não deixaram de lutar contra as tentativas de manipulação relacionadas a subjetividade e a comunicação, ainda existem empresas que usam diversas formas de dominação e submissão. Os conflitos organizacionais atualmente surgem justamente através da comunicação, pois as organizações buscam o uso exclusivo sua comunicação formal e oficial, não contando com a comunicação informal natural dos empregados usada como instrumento de resistência e luta por seus direitos básicos
            A tendência nas organizações atuais é usar uma via de duas mãos entre lideres e colaboradores através da comunicação na busca de envolvimento e participação.  Com isto o colaborador conquista maiores responsabilidades ajudando a construir seu meio social, histórico e cultural resultante de suas relações e experiências dando sentido ao mundo em que vive. A comunicação permite que o indivíduo construa sua subjetividade.
Artigo:
Subjetividade e comunicação nas relações de trabalho: contribuição aos estudos interpretativos da comunicação organizacional no Brasil
Claudia Nociolini Rebechi
Universidade de São Paulo




LIDERANÇA E COACHING
O Líder tem como missão levar a organização rumo a seus objetivos.  Ele se destaca pela firmeza de suas posições, valores, visão.  A preocupação com as relações humanas e com o desenvolvimento de novos líderes leva os indivíduos a fazer a visão acontecer.
O coaching (treinador) tem por objetivo o desenvolvimento do conhecimento e habilidades de seu pupilo, criando novas possibilidades e capacidades para enfrentar desafios também novos. Par as empresas é uma possibilidade de treinar equipes de alto desempenho ajustadas as exigências do mercado.
Portanto o líder levará a equipe a atingir objetivos por ele traçados e tem foco direcionado aos resultados enquanto o coaching ajudará o profissional em formação no seu processo de descoberta, tendo foco no desenvolvimento do seu liderado.
Artigo:
Liderança e Coaching: Deenvolvendo pessoas, recriando Organizações
Denis Juliano Gaspar, Centro Universitário Anhanguera, unidade Pirassununga


LIDERANÇA E GERENCIAMENTO DE IMPRESSÃO
            O gerenciamento de impressão é um pressuposto para quem deseje tornar-se ou permanecer líder. A liderança carismática está diretamente ligada ao gerenciamento de impressões usando de suas estratégias para exercer seu papel e influenciar seus liderados. Essa influência é exercida de forma indireta através de processos de impressões criadas na mente destes seguidores. Impressões estas que o líder passa através da comunicação, de comportamentos engajados na busca do atendimento dos objetivos do grupo ou quando interage de forma a influenciar mudanças em seus liderados por meio de estímulos intelectuais. 

Artigo: Gerenciamento de Impressões e Liderança Carismática: relações e possibilidades para

estudos em empresas de hospitalidade
Autoria: Juliana Maria de Oliveira Leal Didier, José Ricardo Costa de Mendonça

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