quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Semana 6

O PODER NAS ORGANIZAÇÕES
CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS E RESULTADOS
BRUNO MARTINS AUGUSTO GOMES
            Uma das definições de poder é “habilidade de influenciar comportamento alheio“.  Já nas organizações o poder é tratado como uma ferramenta para elevar a eficácia e a eficiência.
            Alguns autores apontam cinco tipos de poder;
- Poder de recompensa;
- Poder coercitivo;
- Poder legítimo;
- poder de referencia;
- Poder especialista.
            Algumas fontes de poder são a personalidade, propriedade (riqueza) e a organização.
            Alguns autores que consideram como outros tipos de poder , o poder propriamente dito, que envolve força e coerção e o poder de autoridade que não envolve estas características, a autoridade formal de poder legítimo e o controle sobre recursos escassos, o uso da estrutura organizacional, regras e regulamentos; o controle do processo de tomada de decisão; controle do conhecimentos; controle dos limites; habilidades em lidar com incertezas; controle da tecnologia; alianças interpessoais; controle contra organizações (sindicatos); assim como muitos outros fatores estruturais e o poder que já se tem. O poder ligado a dependência do influenciado para com o influenciador.
            O poder visto por uma ótica política faz com que as pessoas procurem nichos onde possam exercer este poder e influências, principalmente em organizações.
            O poder tem conseqüências para ambos os lados, o influenciado e o influenciador e que refletem na cultura das organizações. São elas a obediência, o conformismo, o poder e participação, o poder e comunicação e a percepção da autoridade. Ainda a superconformação, a transferência de responsabilidade, o fazer-se de bobo, despersonalização e outras diretamente ligadas à fonte contextual na forma de coerção, posição, de conhecimento e competência pessoal.
            O poder nas organizações também representa domínio, status, disputas, sabotagens, coalizões e todo o tipo de ações para conseguir ou detonar o poder.
            O poder só existe quando se encontram o influenciado e o influenciador causando uma dependência entre as partes. As organizações atualmente buscam uma gestão democrática e participativa amenizando as conseqüências negativas do poder, com esse diferencial, tornando-se mais competitivas.


UMA ANÁLISE DA DINÂMICA DO PODER E DAS RELAÇÕES DE
GÊNERO NO ESPAÇO ORG ANIZACIONAL 

Mônica Carvalho Alves Cappelle
Marlene Catarina de Oliveira Lopes Melo
Maria José Menezes Brito
Mozar José de Brito

            O artigo trata da relação de poder de homens e mulheres na organização. Tratando a diferença histórica na relação de poder diferenciado entre os gêneros.
            A divisão dos gêneros nota-se no tratamento clássico de que certas profissões são femininas, como a enfermagem em subordinação à medicina que supostamente seria profissão masculina, assim como outros tantos exemplos conhecidos. Nas organizações geralmente os homens tem com maior poder, cargos de chefias, enquanto as mulheres ficam com trabalhos mais periféricos e com menor responsabilidade.
            A sociedade usa a história destas relações para criar a hierarquização que coloca a mulher sempre em subordinação ao homem, usando como desculpa fatores biológicos de diferenciação.
            Apesar de tudo isso a mulher vem conquistando cargos cada vez mais elevados nas organizações, mostrando uma transformação nos papéis entre gêneros, tanto nas organizações como na sociedade em geral. Mesmo com o fator gestação ainda gerando grande prejuízo nas relações de trabalho para a mulher.
            As tendências de inovação e diversificação nas organizações abrem espaço para a mudança destas relações de poder, adaptando-se para aproveitar o potencial feminino de trabalho.


           

ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO
Paula Cristina Carvalho da Silva

            O assédio moral acontece no trabalho quando o trabalhador está sujeito a humilhações, sacrifícios, ameaças, constrangimentos, entre outros, que lhe causam danos morais e até mesmo físicos. Estes atos não são exclusivos das chefias, podem ser impetrados pelos próprios colegas, sendo causa de problemas de saúde física e mental. Em, não raras vezes o indivíduo acaba desistindo do emprego por sofrer este tipo de assédio.
            O assédio existe desde que surgiu o trabalho, ocorre em todas as culturas, mostrando-se um verdadeiro fenômeno social, organizacional.
            Algumas características são recorrentes entre assediados, assediador e a organização em que se encontram:
- assediado: geralmente pessoa de personalidade fraca, com pouca confiança em si e não raras vezes sem competência, mas isso não descarta o assédio a pessoas competentes e de personalidade forte, pois o item inveja também poderá despertar este tipo de assédio a medida que o assediado reage ao autoritarismo.
- assediador: pode ser uma ou mais pessoas que pretendem ter o assediado sob seu domínio absoluto. Suas características estão relacionadas as suas experiências de vida, sanidade mental, problemas de consumo de álcool e drogas, entre outras.
- a organização: este fenômeno tem se agravado devido a diversos fatores
            No ambiente externo e interno das organizações, como a globalização e políticas neo-liberais,  necessidade de maior competitividade, produtividade e eficiência gerando degradação das condições de trabalho pelas pressões de competição causadas por estes fatores.
            O assédio pode ser de diversos tipos e passar por várias etapas, como a recusa da comunicação direta, desqualificar, desacreditar, isolar, vexar, induzir ao erro e assédio sexual.
            A medida que a organização detecte a existência de assédio, deverá agir de forma a coibi-lo e se já estivar em estado avançado deverá possibilitar ao assediado uma reabilitação profissional.
            Este processo de assédio no trabalho gera custos econômicos, sociais e de saúde pública que afetam os indivíduos, organizações e a sociedade onde estão inseridos.

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